O Flamengo acostumou-se a jogar com “uma perna só” no Cariocão, contra Volta Redonda, Boavista, Cabofriense, e foi surpreendido na estréia do Brasileirão contra o time muito bem armado do Atlético-MG.
Domènec Torrent, o novo treinador do rubro-negro, ainda não pode ser considerado culpado pelo fracasso na estréia, pois mandou para campo exatamente o “time ideal” de Jorge Jesus. Mas, quando mais precisava reagir diante de um adversário que lhe causava danos em todos os setores, mexeu mal na equipe. Colocou cinco atacantes em campo, mas de nada adianta se não tem alguém para armar o jogo.
Domènec vai precisar de tempo para impor a sua filosofia. Hoje ele levou um banho de Jorge Sampaoli. O técnico argentino passou 90 minutos “pilhado”, gritando, dando instruções. Ele participou ativamente do jogo. E, nunca [e demais lembrar, Sampaoli terminou o Brasileirão-19 “jantando” o Flamengo; e começou o Brasileirão-20, triturando esse mesmo Flamengo.
Domènec, ao contrário, fazia anotações num caderninho e pode-se-se dizer que começou sua trajetória com o pé esquerdo. Não apenas pela derrota, mas pela forma como essa derrota aconteceu.
Foi a primeira vez em 19 jogos que o Flamengo não faz gol. A última havia sido na derrota para o Liverpool, em 21 de dezembro do ano passado, na decisão do Mundial de Clubes da Fifa.
Alguém pode dizer, com alguma propriedade, que o Flamengo, se estivesse sob o comando de Jorge Jesus, com o Maracanã lotado, certamente ganharia do Atlético.
Mas é preciso compreender que existe esse negócio chamado de “novo normal”.

3 Comentarios

  1. Por essa ninguém esperava mesmo.

  2. Matheus - RJ || Mengão Rumo ao Octa 🔴⚫ - Deixe seu Comentário

    Mesmo perdendo tivemos mais posse de bola, mais volume de jogo, fora que perdemos inúmeros gols…
    Tenho confiança que quando o time disparar na tabela ninguém mais o para!

  3. O grande Atlético-MG não é o Volta Redonda assim como o grande Flamengo não é o Boa Esporte com todo o respeito que esses times do interior merecem. Tem muito comentarista de resultado que cansa com jargões como suposto “nó tático” que o time mineiro aplicou diante do carioca. O que eu vi foi um Atlético mais organizado, que soube administrar o placar resultante de um infelicidade do jogador rubro-negro. Mas que o placar não refletiu o que foi o jogo, que deveria ter terminado empatado, porém não existe justiça no futebol.

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