imagesA primeira divisão do futebol brasileiro chegou a R$ 3,6 bilhões em faturamento em 2016, recorde histórico, mesmo com a crise econômica que achata o país, informa Rodrigo Capelo no blog Época Esporte Clube. Nem por isso os clubes conseguiram fechar as contas. Na soma dos superávits e déficits do Campeonato Brasileiro, há um rombo de pelo menos R$ 433 milhões.

Há bons exemplos. Atlético-PR, Flamengo e Goiás tiveram superávits acima de R$ 25 milhões. Palmeiras, Vasco, Figueirense, Chapecoense e Ponte Preta empataram em zero a zero, com superávits entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões – como time de futebol existe para ganhar títulos, não para dar lucro, não há nada de errado com o quinteto. O problema é que, na parte de baixo de tabela, os prejuízos são gordos.

São Paulo, Grêmio, Corinthians e Santos tiveram, cada, mais de R$ 70 milhões em déficit. Todos vinham de prejuízos em temporadas anteriores e continuaram a gastar mais do que arrecadam.

O drama desses clubes é que, diferente da tabela do campeonato, as finanças não zeram. Quem terminou o ano no vermelho teve de tomar empréstimos ou deixar alguém sem receber. De um jeito, quem cobra é o banco. Do outro, o credor na Justiça. O endividamento aumenta, vira bola de neve e detona o fluxo de caixa. O clube passa a destinar, por conta própria ou à força, por causa de execuções e penhoras, as receitas que tem a receber para dívidas.

Uma hora ou outra, a conta chega.

1 Comentário

  1. Se não fossem a máfia e incompetência que predominam no nosso futebol, certeza que esse buraco não seria tão fundo né?

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