“Quando eu cheguei aqui o Gabriel estava sendo muito questionado. No primeiro jogo, contra o Cruzeiro, pediram a saída dele. No segundo, contra o Botafogo, pediram mais ainda, até tirei e coloquei o Yuri. No terceiro, contra o Ceará, eu o deixei fora. Eu conversei com ele antes de começar o jogo. Pus ele no banco e falei: ‘você vai ver o primeiro tempo daqui, veja se você entende o jogo, se entende o nosso time’. Quando acabou o primeiro tempo eu fui para o vestiário e perguntei para ele se estávamos jogando bem. Ele, como eu, achou que não estávamos bem. Falei: ‘Então o problema não é você, a culpa não é exclusiva sua. Você vai entrar agora e jogar sem peso. Ele entrou, nós não melhoramos muito, mas empatamos o jogo, e a partir dali eu fui falando com ele. Ele tinha que jogar mais solto, com confiança. Se o time tivesse melhorado um montão sem ele, pronto, ele saía e entrava outro, corrigia o erro. Mas o problema não era o Gabriel, tinha outras coisas para corrigir e foi corrigindo dentro das partidas. Quando você tem um time jovem que está sem confiança, não está sendo abraçado pelo torcedor, não vai andar,  não adianta. O torcedor entendeu que esse é o time dele, deu banho de sal grosso no ônibus, apoiou, veio para o lado dos meninos… Aí as coisas foram ficando menos difíceis”, CUCA, técnico do Santos.

2 Comentarios

  1. Isso só demonstra o quanto os jogadores brasileiros ainda são “tutelados” pelo treinador. Funcionam à base de motivação, não adianta. Ou jogam pelo companheiro, ou jogam pelo treinador, ou por eles mesmos. Nunca pela profissão…diferente dos europeus.

  2. É fácil recuperar a confiança em jogos diante de times fracos. Quero ver arrebentar nas partidas decisivas ou nos clássicos. Saudades do Gabigol do eterno 5×1.

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