Briga ganhou destaque no 'The Sun'
Briga ganhou destaque no ‘The Sun’
Firmino, do Liverpool, é acusado de racismo na Inglaterra. O moral The Sun dá destaque ao tea em suas páginas.  O zagueiro Holgate , do Everton, empurrou o brasileiro após cometer uma falta mais dura. Com isso, Firmino reagiu de forma explosiva, xingando o rival. Holgate ficou furioso com a reação efusiva do brasileiro e precisou ser controlado.
Racismo na Inglaterra é punido com muito rigor.
Aguardemos.

10 Comentarios

  1. No Brasil também, já que é crime inafiançável, mas como sabemos, a lei aqui muitas vezes não é cumprida a rigor. Mas eu li que Firmino xingou o rapaz, em português, de filho da ** e ele entendeu negro do **. Vamos ver como se desenrola isso. E se for verdade, nem adianta quererem diminuir o ato dizendo que ele é negro mesmo e que isso num é ofensa. Se você tá com raiva de alguém, vai xingá-lo e o chama de negro, é porque você considera ser negro algo ruim, um insulto. Isso é extremamente óbvio.

  2. E Firmino é branco, por acaso? Só no Brasil…

    • Embora faça menos “sentido” alguém ser xingando de negro por outro negro, essa não deveria ser nossa reação diante de um caso desses. No final, tudo é preconceito e o estrago é o mesmo, logo, de onde ele parte não deveria ser uma questao importante a ponto servir de embasamento para uma opinião. Se ele fosse branco, não duvido que você o criticaria, mas o faria de outra forma. O ser branco ou negro não é tão simples. Quero dizer, você não o considera branco o “suficiente” para agir de tal forma, mas ele pode ser considerado negro o “bastante” para concorrer pelas cotas num concurso público qualquer sem correr o risco de ser visto como uma fraude?

      • Não estou relevando o que ele fez. Estou achando incoerente. E sou contra a política de cotas raciais.

        • Sei que não está, meu querido, entendi perfeitamente seu raciocínio e acho que o início do meu comentário mostra isso. Só chama atenção, ao se depararem com uma notícia como essa, as pessoas destacarem a incoerência ao invés do preconceito em si, pois dá margem a indagações do tipo: então se ele fosse branco o racismo seria justificável? E quanto às cotas, não tinha intenção em debatê-las, só as usei como exemplo para mostrar a subjetividade que envolve essa questão de definir a cor de alguém. Firmino pode se considerar negro para ter direito de usar as cotas, já o sistema que as administra, não. Um dos problemas dessa política, aliás, é justamente esse.

          • Se você entendeu, não há razão para discutir. Quanto às cotas, foi um comentário incidental, aproveitando o gancho, apenas. E acho que o conceito de cotas raciais, haurido do direito americano, é um erro em si, conceitualmente falando. Sou pela meritocracia plena (tanto no trabalho quanto nas universidades) e contra discriminação racial ou social, positiva ou negativa (o que não quer dizer que a sociedade não seja preconceituosa, mas não há ódio racial, no Brasil, e essa política pode instaurá-la)….

          • Bem, só quis lhe alertar sobre o “perigo” do seu comentário, ok? Falando de cotas raciais, costumo ver mais sob o aspecto social. Foi-se o tempo que alguém era rejeitado só por ser negro, mesmo sendo extremamente competente. Hoje, até pode existir, mas não é a regra. O problema é o negro conseguir chegar lá, tornar-se esse profissional competente. Sabemos do grau de desigualdade social que caracteriza o Brasil e quem engrossa a parte menos favorecida. Facilitar a entrada do negro nas universidades e mercado de trabalho, por meio das cotas, é uma forma do governo reconhecer que é o negro quem mais sofre os efeitos da má distribuição de renda, e a falta de acesso a uma boa escola, é um deles. O ideal é dar educação de qualidade a todos, para assim, a competição ser mais justa (nesse cenário, é mais fácil falar em ‘meritocracia plena’). Mas o governo deve achar que isso dá muito trabalho, e opta, então, pelo caminho mais fácil na tentativa de amenizar o problema e dar uma satisfação à sociedade.
            PS 1: não quero dizer que ser negro e pobre, no Brasil, é um empecilho para alguém conseguir “vencer na vida”, nem que isso deve ser uma desculpa, só estou reconhecendo que para ele tende a ser mais difícil.
            PS 2: o que seria uma discriminação racial/ social positiva?

          • Acho que o governo não deve adentrar essa seara da discriminação positiva em favor de negros, índios e pardos. As universidades devem ser centros de excelência científica. Com a política de cotas, o nível de qualidade tende a cair (muitos acadêmicos, por sinal, têm identificado esse problema). O Brasil não pode se dar a esse luxo. Fora o problema – muito mais sério – da discriminação negativa em face de brancos e asiáticos (a esmagadora maioria dos quais chegaram ao Brasil com uma mão na frente, outra atrás). Isso cria barreiras difíceis de transpor, no futuro, e potencialmente perigosas (o ódio racial a que me referi no comentário anterior). Mas a questão é polêmica e são dois palitos pra alguém favorável à discriminação cotista inverter os termos de meus argumentos e me tachar de racista.

          • Para universidades serem vistas como centros de excelência, não basta acabar com as cotas, mas fechar umas dezenas delas, especialmente particulares, que se tornaram meras distribuidoras de diplomas. Com o populismo de Lula, em dar ao pobre a chance de cursar o nível superior, os cursos acadêmicos se proliferaram de tal forma, que tanto o nível dos alunos quanto a qualidade de ensino caíram drasticamente, e faculdade deixou de ser artigo de luxo, um diferencial profissional. É claro que ainda existem aquelas mais prestigiadas e que formam bons profissionais, e estes estarão à frente, mas não há como negar que já existe uma banalização visível e perigosa desse nível de ensino. Essa sua colocação acerca dos europeus e asiáticos, me fez lembrar um tweet de Raquel Sheherazade, quando postou o meme de uma japonesa dizendo: “meus ancestrais vieram da Ásia em porões de navios para trabalhar em condições subumanas. Hoje nós tiramos as vagas de vocês nos testes mais concorridos e não precisamos de cotas”. E comentou: “porque os asiáticos não exigem cotas nas universidades brasileiras”. Não deu outra e foi pega pra cristo, acusaram-na de estar comparando imigração com escravidão. Entendi que ela quis dizer que os orientais também enfrentaram dificuldade e preconceito, mas conseguiram se adaptar e prosperar. Se foi possível pra eles, seria para os negros também, logo, estes não deveriam se achar no direito de reclamar, nem exigir qualquer vantagem. Não sei se é tão simples.

          • Não, não é tão simples. Mas há, a meu ver, um quê de racionalidade em preferir que não haja discriminação negativa (contra descendentes de europeus e asiáticos, no Sul/Sudeste, mas, também, contra os filhos das elites políticas e econômicas, nas demais Regiões do Brasil, mesmo sabendo que estas são muito mais predatórias do que as primeiras). Fazendo uma analogia com o futebol: é sempre preferível não marcar um pênalti existente a marcar um inexistente.

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