… Deixe em paz meu coração 
Que ele é um pote até aqui de mágoa 
E qualquer desatenção, faça não 
Pode ser a gota d`água…
Esse verso da belíssima “Gota d`água”, de Chico Buarque, talvez se encaixe perfeitamente no ambiente da ESPN Brasil, canal fechado dedicado a esportes, que, vira e mexe, é envolvido nas mais ácidas discussões de jornalistas que passaram por lá.
No decorrer da semana, Flávio Gomes, agora no Fox Sports, deu entrevista ao site `Torcedores.com` e comentou sobre o seu rumoroso desligamento, em 2013:
 “Sacaneado, mesmo, fui na ESPN Brasil. Minha demissão foi indecente. Fiquei oito anos lá sem contrato e por causa de uma babaquice de torcedores do Grêmio em redes sociais me avisaram que não iriam renovar meu contrato. Que não existia. Foram fracos, covardes e desonestos”, desabafou.
No começo do mês, houve outro ruído. O comentarista Antero Greco comemorou com uma postagem no Twitter seus 25 anos na emissora. E citou José Trajano, ex-diretor de jornalismo, e João Palomino, atual vice-presidente de produção, agradecendo a ambos pela oportunidade.
“Comemoro 25 anos de ESPN – nesse tempo todo ininterruptamente no ar. Sou o decano da turma. Isso é uma vida, da qual muito me orgulho. Além dos fãs de esportes, agradeço a dezenas de colegas, nas pessoas de @ultrajano, que acreditou em mim, e @joaopalomino, que ainda me atura”, escreveu.
José Trajano, que foi demitido do canal em 2016, fez questão de, além de agradecer, alfinetar o atual diretor:
“Parabéns, Antero. Obrigado por lembrar de mim. Lamento apenas ser citado ao lado de um cara que mandou todos os amigos competentes para o olho da rua”, alfinetou.
 
A verdade é que ninguém gosta de ser demitido. A diferença é que, no caso da ESPN, as pessoas costumam sair com muita mágoa, atirando para todos os lados.

4 Comentarios

  1. @ultrajado e baixinhogomes, dois babaquinhas…

  2. Aliás, pra onde foi aquele Alê Oliveira (acho que é esse o nome) que fazia gracinhas no Programa da hora do almoço e sumiu, parece que sob acusação de racismo?

    • Ele tava no EI, não sei se sobreviveu ao corte de funcionários com o fim do canal. Mas ele não era um comentarista tão ruim. Exagerava um pouco nas brincadeiras e esse caso do racismo foi problemático, mas fazia boas observações.

      • Também acho. Pelo pouco que vi dele, parecia conhecer dos meandros da bola. Salvo engano, ou falta de percepção, ele teria sido jogador amador ou profissional que não deu certo. Conhecia os atalhos e ia além do meros comentaristas não futebolistas…

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