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No jornal Lance – O Ibope/Repucom divulgou um levantamento demonstrando a forma como a crise econômica teve impacto nos patrocínios aos clubes da elite do futebol brasileiro, em 2017. Grandes times apostaram na estratégia de contratos de patrocínio de curta duração, ou patrocínios pontuais e, às vezes, de apenas um jogo, estratégia geralmente usada por clubes de menor expressão.
O especialista em Direito Desportivo Rafael Carneiro, demonstra o alto número de patrocínios na Série A em 2017 e fala sobre a consolidação de alguns patrocinadores:
“Foram 87 patrocinadores diferentes a expor suas marcas nos uniformes dos 20 times da série A, sendo 23 neste formato e apenas 10 patrocinadores master. A Caixa foi o grande mecenas, exercendo papel similar ao da Coca Cola, no Brasileirão de 1987, a Copa União. No ano passado, a Caixa só deixou de estampar as camisas de Chapecoense, Fluminense, Grêmio, São Paulo e Palmeiras. O grande destaque, no entanto, foi o campeão do ano anterior, o Palmeiras, que consolidou sua parceria com a Crefisa como a mais valiosa desde que em 1982 o Conselho Nacional de Desportos começou a autorizar a publicidade nos uniformes” — explica
O especialista fala também sobre os riscos de grandes patrocínios tornarem o clube extremamente dependente, como já aconteceu com outros clubes que chegaram a depender tanto de apenas um patrocinador e com a saída, o clube demorar a se reerguer financeiramente. Como foi o caso do próprio Palmeiras com a Parmalat e do Fluminense com a Unimed.
“Se o clube se escora no patrocinador e deixa passar a oportunidade para se estruturar, essa é a tendência. Não parecia o caso do Palmeiras, cujo presidente atual anunciou que pagaria todas as dívidas do clube até o final deste ano, inclusive R$ 200 milhões emprestados pelo presidente anterior. Mas a Receita Federal impôs mudanças no formato da parceria, que levaram o clube a reconhecer uma dívida de R$ 120 milhões com a Crefisa pela compra de jogadores. Por isso, o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube já manifestou preocupação quanto aos novos termos do contrato com a patrocinadora”, complementa Rafael Carneiro. 
A questão é que o estatuto do clube determina que o COF avalie e o Conselho Deliberativo autorize empréstimos que superem 30% do orçamento anual. Diante dos valores já tornados públicos, é improvável que a dívida tenha estourado o limite, uma vez que o faturamento do clube no ano passado foi recorde, superando R$ 500 milhões. Só para expor as marcas da Crefisa e da FAM, o Palmeiras recebe cerca de R$ 80 milhões por ano.

3 Comentarios

  1. Se a diretoria do Corinthians não fosse incompetente e suspeita de todo tipo de negociatas, já teríamos um patrocinador de peso nos uniformes do time…estão afundando o Clube e os sócios reelegem o mesmo grupo? Aí eu perco a fé…

  2. Parece que é lei, no Brasil, o time quebrar depois que a patrocinadora vai embora, já ocorreu com a própria Porcada com a Parmalat e mais recentemente com o Fluminense, mas penso que só é assim, por incapacidade gerencial e comodismo dos dirigentes. Gastam a rodo, sem planejamento algum, com jogadores caros e não se preocupam em fazer um investimento de longo prazo pra quando o patrocinador for embora eles não ficarem a Deus dará. Quanto a esse aumento na quantidade de patrocínio pontual por causa da crise, é a desculpa perfeita pros dirigente sequelados pra disfarçarem sua incompetência. O Santos ficou 4 anos sem patrocínio master, desde que rompeu com a BMG em 2013, quando ainda nem se falava de crise no Brasil. É um exemplo que não é só culpa da crise os clubes estarem recorrendo a esse tipo de negociação, a principal segue sendo a ineficiência dos engravatados.

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