No Globoesporte.com (Por Martin Fernandez e Felipe Zito) – Campeão brasileiro em 2016, o Palmeiras fechou a temporada passada com um bom resultado também fora das quatro linhas. De acordo com balanço publicado pelo site oficial do clube, o Verdão teve quase R$ 90 milhões de lucro, sendo uma receita operacional recorde: R$ 468,6 milhões (R$ 117 milhões a mais em relação ao ano anterior, quando foi registrado lucro de “apenas” R$ 10 milhões).

Alguns fatores foram decisivos para essa explosão, como a venda de Gabriel Jesus para o Manchester City, da Inglaterra. Até o momento, o clube recebeu R$ 46,7 milhões do clube inglês. Esse valor pode aumentar (para cerca de R$ 76,7 milhões), já que há uma discussão em curso na Justiça com um dos ex-agentes do atacante, que alega ter direito a uma fatia dos direitos econômicos do jogador. O valor total da venda de Gabriel Jesus foi de 32,75 milhões de euros (cerca de R$ 121,1 milhões, na conversão da moeda de quando o acordo foi definido).

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Um dos grandes objetivos da gestão do ex-presidente Paulo Nobre parece ter sido alcançado. O programa de sócio-torcedor palmeirense rendeu mais de R$ 30 milhões pelo segundo ano consecutivo (R$ 32,4 milhões em 2015 e R$ 34,5 milhões em 2016). A expectativa, agora perto de ser concretizada, era transformar a receita do Avanti em um “patrocínio de camisa”, ou seja, obter com o programa um valor parecido com o que os rivais obtêm de patrocinadores de uniformes.

Por falar em publicidade, outro ganho para os palmeirenses. Foram R$ 90,6 milhões recebidos pelo clube com patrocinadores (Crefisa e Faculdade das Américas, por exemplo). Em 2015, haviam sido R$ 69,7 milhões.

Com casa nova desde o fim de 2014, o Verdão tem aproveitado a nova arena para aumentar suas receitas. O clube recebeu R$ 69,2 milhões em 2016 com bilheteria – a arrecadação neste item foi de R$ 87,2 milhões na temporada anterior. A queda, porém, se explica pela quantidade de jogos disputados no local: foram 36 em 2015 e 27 em 2016.

Um equilíbrio importante para a saúde financeira palmeirense está nas despesas. Em 2016, o clube conseguiu quitar todos os empréstimos bancários, mas ainda segue devendo para Paulo Nobre.

O balanço registra dívidas com dois fundos ligados ao ex-presidente: uma no valor R$ 68,6 milhões (em 2015 a dívida era de R$ 93,3 milhões) e outra de R$ 44,3 milhões. Em 2017, o clube devolveu ao ex-mandatário cerca de R$ 45 milhões e zerou um dos fundos. A expectativa é que o pagamento do restante seja finalizado bem antes do previsto – o acordo inicial era de devolução dos valores, corrigidos pelos índices de mercado, em dez anos.


 

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