No blog de Marcos Paulo Lima (Correio Braziliense) – As eleições do último domingo obrigarão a chamada Bancada da Bola a se reinventar a partir de fevereiro, na próxima legislatura da Câmara dos Deputados. Dos 17 políticos vinculados ao futebol ou ao esporte, apenas quatro continuarão no Congresso Nacional de 2019 a 2023. A CBF, por exemplo, sofreu duas baixas importantes. Um dos vice-presidentes da entidade, Marcus Vicente (PP-ES) não conseguiu a reeleição. Diretor de assuntos internacionais, e com mandato até janeiro, o deputado Vicente Cândido (PT-SP) nem se candidatou e deve se dedicar exclusivamente à CBF.

Defensor dos interesses dos clubes, mas não da inimiga CBF, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez (PT-SP), não quis saber de novo mandato. Aliás, prometeu inclusive renunciar se fosse eleito mandatário do clube paulista — o que aconteceu —, mas não cumpriu. Outra perda relevante é Deley (PTB-RJ). Influente nos temas ligados ao futebol, o ídolo do Fluminense até tentou permanecer no cargo. No entanto, o número de votos no Rio de Janeiro foi insuficiente.

Envolvidos há muito tempo com Projetos de Lei e CPIs vinculados ao futebol, Otávio Leite (PSDB-RJ) e Silvio Torres (PSDB-SP) aumentam o enfraquecimento da Bancada da Bola. O candidato carioca fracassou na tentativa de reeleição. O paulista anunciou que não concorreria. Entretanto, mantém o vínculo aos tucanos como tesoureiro do partido. O ex-judoca João Derly (Rede-RS) costumava ser um reforço de peso da Bancada da Bola. Porém, foi reprovado nas urnas gaúchas.

Peça-chave nas movimentações da CBF nos bastidores do Congresso Nacional, o relator do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Jovair Arantes (PTB-GO), não emplacou novo mandato. O “diga-me com quem andas” parece ter feito a diferença. Amigo dos ex-presidentes da entidade máxima do futebol, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, Jovair Arantes tem fama de defensor dos cartolas. Polêmico, apresentou, em 2014, emenda que favoreceu os clubes de que têm dívidas milionárias com o governo federal.

O ex-árbitro Evandro Rogério Roman (PSD-PR) é outra baixa da Bacanda da Bola. A tentativa de permanecer na Câmara dos Deputados foi frustrada pelos eleitores.

No balanço das perdas e ganhos da Bancada da Bola, permancem os deputados Danrlei, reeleito no Rio Grande do Sul; José Rocha (PR-BA) e Marcelo Aro (PR-BA), diretor de relações institucionais da CBF. Ex-ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB-SP) , respirou aliviado, renovou o mandato e está cotado até para reassumir a pasta em caso de vitória do presidenciável Fernando Haddad (PT) no segundo turno.

1 Comentário

  1. Bem feito! Aliás, esse Evandro Rogério Roman é o picareta que apitou Meiguinho e Corinthians, em Campinas, em 2009. Operou o Timão, o goleirinho picareta fez aquela lambança e ainda nos pecharam a fama de “entregões”, o que passa bem longe da verdade daquele jogo…

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