5 Comentarios

  1. Essa “transição” mais curta pode ser pior que o projeto original de Reforma da Previdência. É preciso entender que a expectativa de vida do brasileiro, ao nascer – hoje, em torno de 75 anos -, não pode ser colocada como parâmetro para a fixação de uma idade mínima de 65 anos, de imediato, pois só vai se aperfeiçoar daqui a 75 anos…mesmo 63 não sei se é razoável, para os homens, sem falar das diferenças regionais, enquanto 57 anos, para as mulheres, já me parece pouco, pois elas, sabidamente, vivem mais. A tendência, no mundo todo, é equiparar as idades…

    • Equiparar as idades? As mulheres não merecem uma compensação pela jornada dupla que fazem e o menor salário que recebem mesmo desempenhando a mesma função que os homens? Isso para não falar do preconceito que sofrem em certas áreas, ok que homens sofrem também, mas não na mesma magnitude. Homens, por exemplo, não são rejeitados por estarem/quiserem engravidar.

      • Acho que a compensação a natureza já lhes deu, na longevidade. Essa conversa de “jornada dupla” é meio falsa (não vale pra todas as mulheres, nem sei se pra maioria), e os “salários menores na mesma função” é uma falácia. Nunca vi isto, em toda a minha vida profissional, até porque a legislação trabalhista veda. Melhor seria argumentar, talvez, que as mulheres ocupam, na média, funções menos remuneradas que os homens. Quanto à gravidez, há compensações, que tendem a ser cada vez maiores, à medida em que a população envelhece (vide o que ocorre nos países nórdicos!). Enfim, é uma tendência mundial irreversível, pois, do contrário, os homens estariam pagando para que as mulheres gozem de aposentadoria muito mais longa que a deles (até 4x maiores, atualmente, creio eu)…

        • Não existe isso de compensação da natureza. E se a longevidade da mulher é maior deve ser porque ela cuida mais da saúde. E é uma coisa boa até certo ponto, a 3° idade não é um mar de rosas. Falsa essa história de jornada dupla? Bem, não sei quantas famílias podem contar com uma empregada/babá para cuidar da casa/filhos enquanto a mulher descansa ao chegar em casa. Nem quantos homens têm a consciência de dividir com a esposa os afazeres domésticos, mas com certeza não é a maioria. Até porque, para a sociedade em geral, cuidar do lar, ainda é “coisa de mulher”, que é, inclusive, vista como uma super poderosa, por conseguir conciliar o papel de mãe/esposa/profissional/dona de casa. Você já ouviu algo do tipo em relação aos homens? Mulheres ocupam funções menos remuneradas ainda que sejam a maioria com nível superior. Certo? Não entendi seu comentário sobre a gravidez, mas algum reflexo no trabalho ela tem e só o fato de o homem não precisar lidar com isso, já o coloca à frente. 

  2. O governo novo não está falando a mesma língua. E mal começou.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar
Logo Qualitare