Captura de Tela 2017-06-24 às 06.24.15O episódio que tirou a Globo dos dois últimos amistosos da seleção brasileira serviu de alerta para a emissora. A Globo não abre mão da seleção, ainda mais agora que o time, sob o comando de Tite, está classificado por antecipação para a Copa-18.
O que houve, na avaliação da Globo, foi “um acidente de percurso”. E este “acidente” pode ter sido provocado por um ex-diretor da emissora carioca: Marcelo Campo Pinto, que era da Globo, agora é assessor de Marco Polo Del Nero na CBF.
Marcelo – informa Rodrigo Mattos, no UOL – ajudou na comercialização dos amistosos e também tem projetos para que uma produtora que faça a transmissão da Copa América-2019, além de estar interessado em itens do Brasileiro como a venda a dos direitos internacionais. Isso contrariou mais a Globo.
Durante a disputa por contrato da seleção, a Globo apelou até a Roberto Marinho Neto, novo chefe do departamento de esporte, para melhorar a relação com a CBF. O herdeiro da família Marinho esteve na sede da entidade para um almoço com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Na ocasião, a confederação já tinha se decidido por transmitir o jogo com outros parceiros.
A Globo considera o pacote de jogos da seleção de 2018 a 2022 uma prioridade para sua grade.
CENSURA PRÉVIA
E, a propósito da transmissão dos dois amistosos deste início de junho, soube-se posteriormente que o contrato firmado entre a CBF e a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), a emissora  estatal impôs censura à confederação.
A cláusula 2.1 do contrato vetou qualquer hipótese de comentário sobre o momento político do país ou cenário eleitoral, determinando que “não será feito qualquer tipo de publicidade, bem como comentários de cunho político e eleitoral por parte dos narradores, comentaristas e jornalistas.

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