A propósito dessa cobrança que a Caixa Econômica está fazendo ao Corinthians, referente à obra do Itaquerão, vale lembrar aqui uma declaração, de abril de 2013, do então presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, no programa Bola da Vez, da ESPN Brasil. Kalil, hoje prefeito de BH, explicou por quê o Corinthians, naquela época, decidiu rachar o Clube dos 13. Ele disse:
“Porque o ex-presidente do Corinthians (Andrés Sanchez) desde o início falou que ia sair e detonar (o Clube dos 13). O Andrés Sanchez tinha um estádio prometido para detonar a mesa. Ele ia ganhar um estádio. Estou falando aqui porque ele falou comigo e não pediu segredo. Falei com ele e perguntei: ‘Que sacanagem é essa’. Porque ele é tudo, menos bobo. ‘Kalil, estou ganhando um estádio’. Virei as costas e saí andando. Porque eu também se me dessem um estádio detonava a mesa. Então, ele foi o mais sincero que teve”, declarou Kalil.
Tempos depois, Sanchez desmentiu, claro, como tinha mesmo de desmentir, porque – em que pese todo o favorecimento do ex-presidente Lula para “dar”um estádio ao Timão – agora as dividas estão explodindo com  todo o seu tenebroso esplendor.
Se bobear, pode perder tudo.

3 Comentarios

  1. Perder o quê? O que não tem? O Terreno não foi cedido por 90 anos pelo Janio Quadros? Acho que não foi doado definitivamente ao Corinthians e portanto um dia vai ter que devolver como aconteceu com o Clube Tietê entre outros.Dezde Janio Quadros até o momento já se passaram uns 30 anos.

  2. A dívida com a Odebrecht foi quitada, só resta dívida com a Caixa, não vejo uma situação tão ruim assim. Por exemplo uma venda de NR quitaria tudo praticamente.

  3. Essa tese do Kalil – que é um verme tamanho que, por puro interesse do patrocinador, comum a ambos os clubes, fez o próprio time ser goleado pelo principal rival exatamente quando poderia derrubá-lo pra segunda divisão, pela 1ª vez -, é inverossímil porque imbrica Lula e a CBF, “único”personagem” do jogo a quem interessava, naquele momento, a ruptura no Clube dos 13. O Governo Federal, por sua vez, não precisava se conluiar com a CBF para esse desiderato, bastava o seu aval para o estádio da Copa que a CBF viria de roldão. E o foi o que ocorreu: trâmites políticos facilitados para tirar La Bambinera da abertura, o que salvou para São Paulo o jogo inaugural – convenhamos que era a solução natural, já que o estádio do SPFW não tinha a menor condição de ser aproveitado, nem construindo outro, pois o entorno não permitia.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar
Logo Qualitare