Por Miguel Jabour (*) – Em tempo de confinamento, tento preencher o tempo telefonando para uns ou mandando mensagens para outros. Como só isso não basta, procuro também inventar receitas, tocar pandeiro com colegas pelo aplicativo zoom, e, eventualmente escrever para o blog do meu amigo Marcondes Brito.

Para aproveitar a paralisia geral, resolvi trocar algumas coisas da minha casa que estavam tecnologicamente defasadas. O aspirador de pó e a coifa foram os primeiros alvos. Como atualmente não é recomendável colocar estranhos em casa, arrisquei fazer as instalações por conta própria. A coifa até que foi fácil, pois comprei um modelo da mesma marca e tamanho e foi só encaixar. Já o aspirador, foi mais difícil, pois era todo incrementado e parecia um aparelho dos Jetsons. Os fabricantes criam produtos mirabolantes e empurraram para os usuários a difícil tarefa de montá-los. Acontece que essas habilidades não estão ao alcance de todos e quem não brincou de montar aviões da Revel na infância pode ficar frustrado. No caso específico do aspirador, o fabricante foi longe demais quando escreveu o seguinte alerta no manual de instruções:  proibido para crianças e para pessoas com capacidade intelectual reduzida.  Achei muito interessante o termo pois nem todo cliente sabe o que é ter capacidade intelectual reduzida.

 

  • Miguel Jabour é advogado, publicitário e consultor master da El-Kouba, e é colaborador eventual do blog.

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