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No jornal Lance (Por Bruno Cassucci) – Com dificuldades para pagar, o Corinthians rediscute o financiamento da Arena com a Caixa Econômica Federal – a negociação também envolve a construtora Odebrecht e precisa da chancela do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Além de pedir maior prazo para quitar o empréstimo para a construção do estádio, o clube discute mudar o valor das parcelas.

Em 2015, o fundo que administra a Arena (formado por Corinthians, Odebrecht e Caixa) teria que pagar R$ 119 milhões pelo financiamento. O valor arrecadado com bilheteria de jogos, venda de camarotes e outras receitas do estádio foi de R$ 90 milhões. A meta para este ano era de aproximadamente R$ 125 milhões e chegaria a quase R$ 210 milhões em 2018.

– A Caixa concordou (em discutir) porque falamos: “Temos de resolver, não estamos conseguindo juntar todas as peças.” A gente não discute um refinanciamento, mas o projeto financeiro. O contrato foi desenvolvido em uma realidade econômica do país, que hoje é outra – explicou o diretor financeiro do Timão, Emerson Piovezan, ao LANCE!.
O Corinthians tem até 2028 para quitar o financiamento. Contudo, por um acordo com a Caixa, desde maio as parcelas não são pagas. O banco estatal “congelou” a cobrança por seis meses para que um novo modelo de pagamento seja discutido. Mas a diretoria alvinegra pede, pelo menos, mais 17 meses de prazo. Isso porque, segundo as regras do BNDES, os financiamentos do programa “ProCopa” (ao qual o Timão aderiu) poderiam ter até 36 meses de carência. A arena de Itaquera, porém, contou com somente 19 meses.

Ainda não está definido porém, se os 17 meses extras descontarão os seis já concedidos.
O fato de não ter vendido o naming rights (direito de exploração do nome) da Arena é um dos aspectos determinantes para as dificuldades do clube. “Quente” no começo do ano, a negociação regrediu muito. Um fundo de investimento que tinha negociação avançada para a compra até há alguns meses não apresentou garantias financeiras necessárias e praticamente desistiu do acordo. O Timão tem conversas com outros interessados, mas em estágio inicial.
– ARENA DEVE FICAR MAIS CARA
A obra da Arena Corinthians custou R$ 985 milhões. Com juros e gasto extra para retirar a arquibancada provisória, o número saltou para R$ 1,2 bilhão. Segundo a “Folha de S. Paulo”, devido a custos financeiros, o preço estimado da Arena hoje é de R$ 1,64 bilhão.
No entanto, com esta nova negociação, o estádio em Itaquera custará ainda mais caro. Isso porque, com maior tempo de pagamento, o clube também pagará mais juros.
– Não existe almoço de graça, é claro que se alonga o prazo, tem mais juros. Mas é melhor pagar do que não ter. Como vai fazer? Entregar a chave para os caras? Não é por aí – comentou Emerson Piovezan.

– Qualquer um que vai negociar dívida é assim, se atrasa um cartão de crédito é assim. Não tem jeito, faz parte do sistema. Eles não vão dar de graça, nem nós estamos pedindo isso, só queremos que o modelo desenvolvido seja adequado à realidade atual – completou o diretor financeiro do Corinthians.
– CLUBE NÃO TEME PERDER A GESTÃO
Por contrato, se não atingir as metas de pagamento, o Corinthians perde a operação da Arena Corinthians para o fundo representado pela BRL Trust, empresa do mercado financeiro indicada pela Odebrecht para administrar o estádio, ao fim de 2017. No entanto, dirigentes do Timão dizem não temer isso, já que “ninguém sabe gerir melhor o estádio” que o próprio Timão.
Além disso, a Odebrecht ofereceu garantias para o pagamento do financiamento e seria acionada antes mesmo que o clube. No entanto, as partes não cogitam isso e garantem um acordo amigável.

1 Comentário

  1. O que o 5ma11 precisa para conseguir vender o NR? Ou é um negócio sem jeito?

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