Na longa entrevista ao Globoesporte.com,  além de lamentar a sua demissão, criticar os cartolas do Flamengo e dizer que “foi injustiçado porque estava fazendo um bom trabalho, o técnico espanhol Domènec Torrent também fez um explícito pedido de emprego aos clubes brasileiros. Ele disse:

Primeira entrevista desde que deixou o Flamengo

“Sim. É mais ou menos isso. Primeiro, porque me apaixonei pelo Brasil. Não conhecia. Me apaixonei completamente pelo Brasil. Eu tive a sorte, depois de ser demitido, de poder aproveitar o Brasil, visitei vários lugares. Me apaixonei pelo povo, pelo calor humano das pessoas, pelas ruas do Brasil, me apaixonei pelo país. Vivi muito bem, embora só tenha tido um apartamento depois de dois meses. Foi muito difícil. Poderíamos falar de muitas coisas. Quando chegamos a um país novo, não tem casa, enfim… Mas me apaixonei pelo Brasil. E também gostei muito do Brasileirão. Tenho uma lista grande de jogadores que estão no Brasileirão que são maravilhosos. Acho que, se pudesse contratá-los, teria um time vitorioso na Europa. Há jogadores muito bons em todos os times. Os campos me surpreenderam positivamente, porque a ideia que temos na Europa sobre a América do Sul, e o Brasil em particular, é que a grama sempre está alta, mas os campos são espetaculares. Conheci pessoas maravilhosas nesse tempo, times com muito potencial. A única coisa que quero é estar feliz em algum lugar, que gostem de mim. O Brasileirão é complicado porque têm essa ideia de trocar de treinador a cada três meses. Não sei por que, não entendo. Eu sempre dizia isso às pessoas que trabalhavam no Flamengo e aos brasileiros que conhecia e conversávamos sobre futebol. Acho que o primeiro time no Brasil que tiver uma ideia e coincidir com a do treinador, que gostem, seja lá qual for, vai ser vitorioso, se houver paciência. Mas manter… a constância no Brasileirão é muito difícil. Acho que só o Renato Gaúcho, nos últimos anos, ficou no mesmo clube mais de 3 ou 4 anos. Na Europa, isso é normal, os grandes clubes que ganharam títulos e continuam ganhando, mesmo que não ganhem um ano, mas voltam a ganhar, tinham uma ideia muito clara, mantiveram o treinador e contrataram jogadores, porque é mais fácil contratar jogadores que se adaptem ao sistema. Então é isso que estou buscando. Sei que no Brasil é bem complicado, mas algum time, algum dia, vai mudar de mentalidade. Eu gostaria de voltar”, destacou.

1 Comentário

  1. Domenec entendeu a malandragem aqui no Brasil. Como nesse país troca-se de técnico como se troca de roupa, não duvido que ele pinte em algum clube brasileiro nesse ano. A dificuldade maior é com seu salário.

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