O técnico Renato Gaúcho deverá ser reprovado no curso de treinadores da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e deixará o Grêmio em situação delicada no próximo ano. A informação é de Sérgio Rangel, na Folha de S. Paulo. De férias, ele decidiu curtir o mar de Ipanema e já anunciou que vai matar aulas do curso de treinadores da entidade.
Na quinta (6), ele deixou Teresópolis afirmando que assistirá no máximo três dos doze dias de aula do curso, que será cobrado no próximo ano para todos os técnicos que vão trabalhar na Série A. 
De acordo com o regulamento do curso da CBF, que a Folha obteve, o aluno tem que ter 100% de frequência na classe para ser aprovado, o que não acontecerá com Renato.
“Estou aqui, foi o trato que eu fiz com as pessoas da CBF, vou ficar umas duas horas hoje (6) e volto na próxima quinta-feira da semana que vem (13) para mais duas horas, talvez eu venha um ou outro dia. Talvez. Para vocês não falaram que ‘o Renato está faltando de novo’. Vocês não sabiam o trato que eu fiz com a CBF”, disse o treinador, que conquistou a Libertadores de 2017 pelo clube gaúcho. 
“Então eu não tenho nada contra o curso, nada contra as pessoas que estão aqui. Agora o meu jeito é esse. [Das] Minhas férias eu não vou abrir mão”, acrescentou.
Além de cobrar presença, a CBF exige que o aluno consiga pelo menos nota sete para ser aprovado.
A entidade nega acordo com o técnico. Em nota, a confederação informou que “todos os alunos têm que cumprir as mesmas exigências”. Mesmo assim, não quis adiantar se o treinador está reprovado. Mas citou que as exigências feitas pelo termo de compromisso têm que ser cumpridas.
Na terça (4), a CBF reuniu cerca de 70 treinadores na Granja Comary para iniciar o módulo da Licença Pro, a principal da entidade. O curso é dividido em quatro módulos e o treinador não tem nenhum.
A inscrição de Renato foi feita para atender aos pré-requisitos do programa de licenciamento da confederação –um conjunto de regras mínimas que dá aos clubes o direito de participar das competições.
Questionada se o treinador poderia ficar sem trabalhar no próximo ano, a entidade respondeu que os clubes e os profissionais “são conhecedores das exigências previstas nas normas do projeto de licenciamento”.

1 Comentário

  1. Não vai dar em nada. Tá certo o Gayucho!

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