Na Folha (Por Walter Nunes) – O empresário Daniel Okamoto tem péssima memória da Copa-14, mas não por causa da goleada por 7×1 que a Alemanha impôs ao Brasil. “Minha empresa praticamente quebrou por causa da Copa”, diz. A Dahouse Eventos, de Okamoto, venceu a concorrência de um contrato de R$ 300 mil para fazer o figurino das cerimônias de abertura e de encerramento, mas tomou calote.

“No começo recebemos cerca de R$ 86 mil, mas o resto não foi pago”, diz. “Peguei empréstimo no banco, contratei gente e não recebi o que estava acordado. De lá para cá tive que demitir meus 12 funcionários e vendi imóveis para pagar dívida. Ainda assim devo a quatro fornecedores, bancos e até impostos do contrato que não recebi.” A dívida corrigida é de R$ 222,6 mil.

O empresário Daniel Okamoto, com estandartes que sobraram da festa de abertura da Copa
O empresário Daniel Okamoto, com estandartes que sobraram da festa de abertura da Copa

A Dahouse é uma das 14 empresas que cobram na Justiça de São Paulo dívidas referentes a serviços prestados para as cerimônias de abertura e de encerramento da Copa. Elas forneceram cenografia, equipamentos de som, logística, segurança, iluminação e comunicação, reclamam prejuízos que, somados, passam dos R$ 4,2 milhões.

A empresa responsável pelos pagamentos dos fornecedores é a Spirit Comunicação, agência contratada pelo Comitê Organizador Local (COL) para organizar os dois eventos.
O COL era presidido por José Maria Marin, então presidente da CBF —hoje, é dirigido pelo sucessor de Marin, Marco Polo Del Nero. O comitê repassava dinheiro à Spirit, que deveria pagar os contratados. No início, os pagamentos foram feitos normalmente, mas passaram a falhar um mês antes da Copa.

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