Havia pelo menos uma coisa em comum entre Brasil e México nesta semifinal olímpica: os dois países vinham de frustrações com as suas seleções principais. Ambas foram vice respectivamente na Copa América e na Copa Ouro. Tinha ainda o fato de serem, os dois países, os últimos campeões olímpicos (2012 e 2016).

Era portanto prenúncio de um grande duelo. O Brasil foi bem, controlou o jogo e poderia ter vencido no tempo normal. A melhor de todas as chances foi uma cabeçada de Richarlison que bateu na parte interna da trave, com Ochoa já batido no lance.

Mas o México estava disposto a não correr riscos. Diria que, durante todo a partida, eles não criaram uma chance sequer. Confiavam, certamente, no goleiro Ochoa, que, normalmente contra o Brasil, transforma-se numa espécie de Yashin (goleirão russo, insuperável).

Mas, nas disputas dos pênaltis, quem brilhou foi o goleiro paraibano Santos. Pegou o primeiro e já deixou o adversário sob pressão.

Vamos agora esperar por Espanha e Japão e disputar o ouro pela terceira Olimpíada consecutiva. No total, é a nossa quinta final olímpica, o país que mais vezes chegou lá. Isso é uma amostra da imensa força do futebol brasileiro na revelação de jogadores de alto nível.

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