Na Folha de S. Paulo (Por Luiz Consenzo) – De postulante ao título a um mero candidato na disputa por uma das seis vaga na Libertadores. Esse é o cenário do Corinthians, que em menos de dois meses despencou quatro posições na tabela e viu sua diferença para o líder Palmeiras aumentar de dois para 16 pontos.

A queda brusca do time dentro de campo se refletiu nas arquibancadas e preocupa o clube, que depende da receita da bilheteria para pagar o financiamento do estádio. Nesta nesta quarta (5), a equipe enfrenta o Atlético-MG, às 21h, no Itaquerão, pela 29ª rodada do Brasileiro.

O Corinthians não divulgou um balanço dos ingressos vendidos antecipadamente para a partida. A venda pela internet começou na última quinta-feira (29) e as entradas não se esgotaram. Desde terça-feira (4), elas passaram a ser comercializadas nas bilheterias.

Os dois últimos jogos do clube em casa –um pela Copa do Brasil e a outro pelo Brasileiro– foram os com piores públicos desde a inauguração do estádio, em 2014.

“Os resultados negativos contribuem [para a queda de público], mas não é apenas isso. O problema financeiro que o país atravessa também contribuiu para essa queda”, disse Emerson Piovesan, diretor financeiro do clube.

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O menor número de torcedores presentes no Itaquerão nos últimos jogos mexe diretamente com a perspectiva para o pagamento das contas da arena corintiana. A receita líquida dos jogos são direcionadas para um fundo responsável por gerenciar o pagamento do estádio.

“Temos uma preocupação, mas no momento essa queda não chega a atrapalhar [o pagamento da arena]. Tudo está dentro do planejamento. O clube tem outras receitas além da bilheteria. Tem outros eventos que são realizados na arena. Se precisar, vamos buscar outras receitas.”

Piovesan diz acreditar que o aumento no número de vagas para a próxima Libertadores vai entusiasmar o torcedor corintiano. No último domingo (2), a Conmebol definiu que o Brasil terá seis representantes no torneio de 2017 oriundos do Nacional. O sétimo classificado será o campeão da Copa do Brasil.

“Estamos brigando para entrar na Libertadores. São jogos importantes para nós e acredito que o público vai aumentar. Vamos reverter esse momento”, afirma.

Em julho, a Folha revelou que o Corinthians terá de desembolsar pelo menos R$ 1,64 bilhão para quitar a dívida assumida para a construção do seu novo estádio. A previsão está indicada em uma planilha da Odebrecht, construtora da arena.

Os pagamentos terminam em 2028 e as parcelas mensais giram em torno de R$ 5 milhões. Neste momento, o clube está inadimplente, com a permissão da Caixa, que repassa o dinheiro, pois estão em negociações para a extensão do prazo de pagamento.

Em setembro, por exemplo, o clube não chegou aos R$ 5 milhões de arrecadação só com as receitas dos jogos. Contra Sport, Palmeiras, Fluminense (em duas partidas) e Cruzeiro, a receita líquida total foi de R$ 3.294.723,90.

No jogo do dia 25, o setor norte do estádio, com capacidade para 9 mil pessoas, estava interditado devido a punição do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

8 Comentarios

  1. Fiel até a página 2. É ilusão achar que torcedor vai pro estádio se o time não tá bem, como diz André Henning do EI, e olhe que ele é 5ma11tiano. kkkkk

  2. Essa fase ruim só serve pra mídia deitar no clube, é lógico ninguém vai pagar ingresso pra ver algo ruim, se já tá difícil de assistir até pela TV.

  3. Eu sei que há uma revolta com a diretoria, só não acho que seja o motivo preponderante pra essa debandada. Digo e repito: se o time tivesse bem, toda essa insatisfação seria ignorada. E você falando que parte da imprensa concorda contigo? Não disse aí acima que essa história só serve pra ela deitar no clube? Haha.

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