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* A dois dias da estreia na centenária Copa América, a Seleção Brasileira sofre a sexta baixa, Luiz Gustavo, “por problemas particulares”. Ricardo Oliveira, Ederson, Rafinha, Douglas Costa e Kaká caíram antes, todos por contusão. Mais de meio time da convocação original foi trocado antes de começar a competição.
É claro que não se pode prever contusões, mas seis, na fase de treinamentos? E aí temos mais uma Seleção sem confiança. Os improvisos são resolvidos na semana da estreia. No meu tempo, era um orgulho ser convocado para a Seleção. Chegava-se às lágrimas quando o nome não era anunciado. Nos últimos anos, a direção da CBF vulgarizou as convocações e tirou a expectativa dos torcedores até para jogos oficiais.
Com prejuízos para o time e para os clubes que cedem seus jogadores na medida que surgem as contusões. O planejamento dos técnicos para o Campeonato Brasileiro é atropelado pela improvisada gestão da CBF. E o atleta que se lasque, com viagens emergenciais.
Assim é na CPI que presido no Senado, que investiga denúncias de corrupção na CBF, fortemente atropelada pelo lobby dos cartolas. Há um medo de que se chegue nas falcatruas suspeitas. E o Legislativo, mesmo com todo o poder que tem, contribui, pela omissão, para não se desvendar a verdade.
Fora do Brasil, a Inspeção Geral de Justiça da Argentina adiou as eleições da Associação de Futebol da Argentina, marcada para 30 de junho e nomeou dois funcionários do governo para intervenção por três meses. A AFA é investigada por desvio de recursos do “0”, programa governamental de apoio ao esporte no país. E não houve reação contrária da FIFA, porque o novo presidente, Gianni Infantino, tem como uma de suas bandeiras o combate à corrupção no futebol mundial.
Nesta desordem, um simples jogo com o Equador já nos tira o sono. Um país menor que o estado do Maranhão, mas em segundo lugar nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, já assusta os pentacampeões.

Finalmente: houve um corte sem contusão, do presidente Del Nero. Ele “se eliminou” da delegação. Há mais de um ano não viaja para o exterior. Tem medo de avião, além de não suportar surpresas. Vai que o FBI lhe faça recepção de luxo ao desembarcar nos EUA.
* Texto de Romário publicado em sua página no Instagram

1 Comentário

  1. Na verdade há sim um interesse na seleção: dos jogadores que ainda não conquistaram ou perderem, seu espaço na Europa. Vide Ganso e Gabigol, quando conseguirem o tão sonhado contrato europeu não ficarão com o sorriso de orelha a orelha que ficaram quando convocados ultimamente. Essa é a realidade, esse povo só pensa em dinheiro. Dou maior valor pro cara que realmente tem um sentimento patriota, que está lá pra orgulhar e representar os brasileiros e dá tudo de si pelo seu esporte. Esses caras milionários que vivem há um bom tempo fora do Brasil perderam essa ligação. É uma pena pois o torcedor ainda que não tenha aquela mesma empolgação com a seleção valoriza quem representa bem o país. Vide o tal Gabriel Medina, o surfe tá longe de ser um esporte popular por aqui, nem nunca vai ser, mas ele foi lá e se tornou o primeiro brasileiro a ser campeão mundial e foi reverenciado por todos. Os brasileiros em geral torcem por isso, mas muitos não valorizam nem retribuem isso;

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