É sempre assim: quando surge um bom jogador, uma promessa de craque, seja aonde for, logo aparece um empresário esperto para negociá-lo com clubes ricos da Europa.
O Fluminense descobriu uma pérola chamada ão Pedro Junqueira de Jesus, 17 anos, nascido em Ribeirão Preto-SP, 1m82 de altura. Ontem, em seu primeiro jogo internacional, ele fez 3 dos quatro gols do Fluminense na vitoria sobre o Atlético-COL.
 
Mas o torcedor do Fluminense só pode desfrutar desse novo talento até o final deste ano. Ele já foi vendido ao Watford da Inglaterra, por 10 milhões de euros. Como ainda não completou 18 anos, só poderá deixar o país no começo de 2020.
É uma pena, porque clubes como o Fluminense, sempre às voltas com problemas financeiros, às vezes fazem loucuras para reforçar seus elencos, contratando medalhões como Paulo Henrique Ganso (só para citar um exemplo), que não justificam salários de 400 ou 500 mil por mês.
 
ONTEM, JOÃO PEDRO NOTA 10, GANSO NOTA 6,5 (jornal O Globo)
João Pedro – O garoto fez história. Marcou três gols e deu passe para outro no primeiro jogo internacional da carreira. Encaminhou a vaga do Fluminense nas oitavas de final e deixou o Maracanã boquiaberto com um primeiro tempo perfeito. Nota 10,0.
 
Ganso – Em noite inspirada do Tricolor no ataque, o camisa 10 foi um dos mais discretos. Não se esconde, pede a bola e ajuda a liderar o time em campo, mas ainda não conseguiu achar o caminho para ser mais decisivo para o Tricolor. Nota 6,5.

3 Comentarios

  1. Tem que mudar a Lei Pelé para que isso não aconteça, o passe do garoto deve ser , 100% do jovem deve pertencer ao clube formador até os 16 anos, dos 17 aos 20 anos 70% do Clube gormador e 30 % do jogador/Empresários , a partir dos 21 anos, negociação completa do passe entre Clubes e Atletas/Empresários. Do jeito que está, arrebentaram os clubes formadores, só ganham Empresários ou diretores de clubes mal intencionado.

  2. Que bom! Mais um talento despontando no futebol brasileiro. Espero que vingue. Se não vai nos dar uma copa, pelo menos vai render uma boa grana pros cofres do timeco do Fluminense, que precisa.

  3. A coisa é intencional. Vende-se logo e barato, relativamente, para o dirigente receber secretamente das mãos do “empresário” seu percentual na venda. Se demora, a tensão é maior, a pressão da torcida, eventualmente, também, e essa visibilidade toda dificulta ao dirigente “fazer dinheiro” com a jovem promessa. Deveria ser proibida a venda para o exterior de meninos com menos de 21 anos…mas é difícil impor restrição, pois se trata de um negócio, o futebol…

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