No The Guardian (Por Stuart James) – Houve um tempo em que costumávamos zombar das artimanhas lançadas pelos países da América do Sul, ou dos histriónicos em exibição na La Liga, imaginando como os apoiadores agüentavam toda a encenação, mas todos estão nisso agora, inclusive – e não vamos garoto nos – jogadores da Inglaterra. “Shithousery” é a palavra que é usada nos dias de hoje. Outros o conhecerão simplesmente como trapaça e, infelizmente, é a única nuvem que paira sobre uma brilhante Copa do Mundo na Rússia.
Muita gente vai se deparar com clipes cômicos de Neymar nas mídias sociais, mostrando-o percorrendo rodovias e montanhas e ao longo das estradas do país, seguindo essa série de quedas exageradas contra a Sérvia. No entanto, o brasileiro está longe de estar sozinho quando se trata de fingir lesão e tentar enganar as autoridades.
O ato de brincar tem sido comum nesta Copa do Mundo. Tornou-se um câncer no jogo, não apenas uma mancha, e a Fifa precisa encontrar uma cura. Ou o corpo mundial do futebol enfrenta isso de frente, introduzindo penalidades mais duras e incitando os árbitros a adotar uma abordagem de tolerância zero, ou nós entregamos o controle aos jogadores e nos resignamos ao fato de que a miséria é agora “parte e parcela do jogo”. Que pensamento deprimente.
O que está claro agora é que os jogadores, não os oficiais, estão no comando. Foi um torneio gratuito às vezes no espetáculo feio que passou como um jogo eliminatório da Copa do Mundo entre Inglaterra e Colômbia, em particular a quantidade ridícula de tempo – conseguindo por quatro minutos – entre Mark Geiger, o árbitro, penalizando Carlos Sánchez pelo que foi uma penalidade de stonewall e Harry Kane, mostrando nervos de aço, convertendo do local.
Meia dúzia de jogadores da Colômbia cercaram Geiger, da mesma forma que os agressores escolhem o garoto vulnerável na escola. Não havia nenhum respeito pelo árbitro, e tenha em mente que Sánchez, lutando com Kane na área com a bola nem perto dele, foi pego em perigo. Talvez Geiger deveria ter sido mais forte e agendou a posse de jogadores da Colômbia, um após o outro. “Não entendo porque os árbitros agüentam o abuso”, escreveu Gary Lineker no Twitter. “Dê a eles cartões amarelos e pare com o absurdo.”
Por que os árbitros não podem fazer isso? Se os jogadores sabem que a cautela é a resposta obrigatória a qualquer arenga de oficiais, então as cenas inaceitáveis aconteceram em Moscou na noite de terça-feira, ou no final da partida entre Portugal e Uruguai no sábado, quando Ricardo Quaresma ficou de nariz a ombro. nariz com o árbitro mexicano e Cristiano Ronaldo estava gritando em seu rosto, certamente irá desaparecer. Se não, alguns dos jogadores são maiores do que pensávamos.
Quanto ao jogo, deve estar no topo da agenda da Fifa. A simulação não é novidade – imagine Rivaldo segurando o rosto em 2002 depois que a bola bateu na perna dele, ou Jurgen Klinsmann se jogando ao ar na final da Copa do Mundo de 1990. No entanto, infelizmente, parece que nós temos uma nova profundidade na Rússia.
Todos podemos abalar a cabeça quando Pepe cai no chão, depois de Mehdi Benatia, do Marrocos, dar-lhe um tapinha no ombro, mas a verdade é que o internacional de Portugal é apenas um palhaço num circo muito maior. A Colômbia, com certeza, era uma desgraça às vezes contra a Inglaterra, irreconhecível da equipe que iluminou a Copa do Mundo há quatro anos.
O zagueiro português Pepe está propenso a fingir ter contato com o zagueiro marroquino Mehdi Benatia na partida de grupos em Moscou. Foto: Antonin Thuillier / AFP / Getty Images
Mas tire sua camisa de três leões por um momento, coloque sua bandeira do sindicato, assista ao jogo novamente e os jogadores da Inglaterra não são anjos. Jordan Henderson e Harry Maguire (e, sim, o defensor do Leicester pelo menos segurou as mãos depois que ele caiu) estavam entre aqueles contatos exagerados ou fingidos.
Gareth Southgate foi perguntado sobre a conduta da Inglaterra depois por um jornalista russo, que sugeriu a ele que a atual geração de jogadores, ao contrário da equipe da qual o empresário fazia parte nos anos 90, “cai toda vez que o vento sopra”. Southgate, um homem digno que trabalha em um jogo indigno, respondeu: “Talvez estejamos ficando um pouco mais espertos. Talvez agora estejamos jogando pelas regras que o resto do mundo está jogando. Eu pensei que havia muitas, muitas faltas no jogo e eu não acho que sofremos perto do número de nossos oponentes. Se nós caímos, é porque nós estávamos sujos. ”
Deixando de lado o último comentário, que Southgate tem a dizer nas circunstâncias, o técnico da Inglaterra estava sendo brutalmente honesto. Este é um jogo em que vale tudo agora, em que aperfeiçoar as artes mais sombrias é uma habilidade tão grande quanto executar uma bela dobradinha e onde a trapaça é passada como uma rua. Como Southgate resumiu: “Agora estamos jogando de acordo com as regras que o resto do mundo está jogando.”

3 Comentarios

  1. É verdade e inclusive comentei esses dias o quanto os europeus estão contaminados pela procrastinação e reclamação aberta e desregrada contra a arbitragem. É muito tempo de jogo perdido, em escanteios, cobranças de falta, lateral, tiro de meta, encenações, saídas de campo (quando substituídos), etc, etc. Até perguntei para o meu menino: esse é o “outro esporte” de que alguns modinhas nos falam, no Brasil, referindo-se ao futebol jogado na Europa (que supostamente seria mais fluído, rápido)? A FIFA realmente terá que tomar uma medida, e não será fácil coibir o antijogo (em sentido amplo). Ela acertou, anos atrás, em proibir o goleiro de pegar com as mãos bolas recuadas, e em reduzir o tempo de bola na mão do goleiro, mas e agora, o que fazer?

  2. Acho que a maioria dos jogadores não estão treinamdo jogar bolo e sim treino de encenação teatral. Outro problema que está vigorando no futebol é a mão para trás na altura do rosto do adversário ou o cotovelo na nuca do adversário de costa, e o que é pior, vejo muitos comentaristas dizerem que é um movimento normal para se equilibrar, joguei bolo mais de 50 anos e nunca meti a mão no rosto de ninguém e nunca dei cotovelada na nuca de ninguém. Assistam jogos da Copa de 60,70 e 80 e vejam se havia mão no tosto ou cotovelada na nuca.

  3. Tem jogadores que recebe uma cotovelada ou tapa na altura do peito, e caem no gramado com a mão no rosto, mesmo com o VAR, jogadores insistem em simular. Vergonhoso!!!

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