No jornal ‘Olé’ (Por Nico Berardo)
O River tem fim.  Acabou-se.  Mas algo mais do que uma participação copera, talvez o menos importante dos importantes.  A eliminação contra o Atlético Mineiro significou outra coisa.  Talvez tão “dobradiça” como Marcelo Gallardo definiu o jogo: havia a sensação de ser a última noite antes do dia seguinte …
 Galhardo não conseguiu compensar taticamente a eloqüente falta de equivalências entre um mineiro estruturado a partir dos milhões de sua carteira, mas ao mesmo tempo estrategicamente amalgamado para dissolver qualquer outra tentativa de domesticá-lo, e seu alter ego.  Uma equipe com o pedigree de um candidato a destruir, letal com espaços, que não sofreu a ausência do seu MVP -Nacho Fernández, expulso na primeira partida – ​​mas que explorou as suas superpotências ofensivas via Hulk e Zaracho, não sem manobrar com inteligência de seus outros nove talentos (Allan, Savarino, Mariano …), incluindo o inexpugnável Everson, totalmente decisivo na série.
 River era o Superman, mas regado com criptonita.  Uma pintura terrena que esbarrou na realidade irremediável de ter perdido as qualidades de um todo-poderoso, domador do impossível.  E que nem mesmo teve intérpretes para recorrer ao folclore da epopeia: a grande distância entre entradas e substitutos é tão significativa como aquela que separa este estabelecimento dos de outrora.  Do ponto de vista espiritual, as ausências de Enzo Pérez, Nacho, Montiel, Borré, o ex-Pratto e Scocco, o melhor Ponzio ou Pinola.  Aqueles que interpretaram facilmente o plano de Gallardo se foram.  E seus relés -de acordo com o próprio técnico – ainda não fornecem respostas.
 E então era racional presumir um resultado doloroso.  Havia, de alguma forma, uma espécie de fé no realismo mágico.  Esse 3-4-1-2 funcionará.  Aquela Maidana foi contra o Hulk naquela noite chuvosa contra os Tigres de Gignac.  Que Braian Romero se apresentaria como um herói artilheiro, que De La Cruz entraria com energia para revitalizar e igualar o jogo.  Nada disso aconteceu.  Mesmo depois de um primeiro tempo estatisticamente equilibrado, as distâncias já eram evidentes.  Tanto a insubstancialidade no jogo quanto a baixa eficiência nos chutes de Suárez ou Julián pesaram.  Mas, no final das contas, o que faltou foi o River football.  E não havia mais milagres em estoque.

1 Comentário

  1. O Galo tá com a corda toda, hein? Vai papar tudo.

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