Na coluna de Martin Fernandez (O Globo) –  Depois de muitos anos, em 2018 o Flamengo pôde mandar todos os seus jogos do Campeonato Brasileiro no Maracanã. Se não tivesse conseguido, teria sido por motivos alheios. Qualquer evento ou qualquer novo ruído entre cartolas, políticos e a empresa que reformou o estádio teriam despachado o time para outro lugar. O Flamengo não deveria ficar refém de vontades que não as próprias, de situações que não podem ser controladas.
Nos últimos anos, o Flamengo fez a difícil (e correta) escolha de acertar as contas, o que significou um período sem títulos relevantes. É compreensível que não se queira impor um novo período de austeridade ao departamento de futebol. O Flamengo não cabe nas opções que existem no Rio e não merece passar pelo constrangimento de ter que se abrigar nos elefantes brancos construídos para Copa do Mundo de 2014.
 
Dos grandes clubes brasileiros, o Flamengo e o Fluminense talvez sejam os únicos que não tenham estádio próprio. No caso do Flamengo, que tem prestígio, popularidade e dinheiro, o que falta é um pouco de ambição. Para realizar grandes conquistas, um gigante como o Flamengo precisa não apenas agir, mas também sonhar. Não apenas planejar, mas também acreditar. E, se for o caso, até recorrer ao “Minha Casa, Minha Vida”.

3 Comentarios

  1. Desde que seja conseguido sem esquemas. Ainda mais em se tratando de Rio de Janeiro onde a corrupção está fora de controle.

  2. O Cruzeiro, Atlético-MG e Botafogo também não têm estádios próprios.
    Mas a situação do estádio para o Flamengo vai além de questões financeiras.

  3. Mais um pra mamar no dinheiro público? Mas esse tipo não desapareceu com o Governo Lula/Dilma/Temer?

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