Reportagem exclusiva do Estadão, assinada por Fábio Leite, exibe gravações telefônicas entregues à Polícia Federal (PF) por um doleiro colaborador da Operação Lava Jato registram o diretor administrativo do Corinthians, Andrés Sanchez, conversando com um operador sobre o que seriam duas entregas de dinheiro da Odebrecht em seu apartamento no Tatuapé, zona leste de São Paulo, em 2014.
André Negão, como é conhecido, foi apontado por delatores da empreiteira como intermediário dos repasses de R$ 3 milhões de caixa 2 destinados ao ex-deputado federal pelo PT e presidente corintiano Andrés Sanchez, identificado na planilha da Odebrecht pelo codinome “Timão”. Andrés foi eleito deputado em outubro daquele ano.
OUTRO LADO
O Estadão encaminhou os áudios para os advogados de defesa de Andrés e André Negão. Ambos reconheceram a voz do dirigente corintiano nas gravações, mas disseram desconhecer o contexto, vinculado a pagamentos ilícitos da Odebrecht. “Conversei com meu cliente e ele desconhece totalmente as circunstâncias do áudio. Ele recebe entregas diversas, todo dia, como nós em nosso escritório. Não tem a menor noção do que seja”, afirmou Júlio Clímaco, advogado de André Negão. “Ele reconhece a voz dele, mas não neste contexto. Não recebeu (dinheiro da Odebrecht) de maneira nenhuma e tem tranquilidade com relação a isso”, completou.
Já o advogado de Andrés Sanchez afirma que “não há uma única menção” ao nome do presidente do Corinthians nas gravações e reitera que o petista “não pediu nem recebeu dinheiro da Odebrecht”.
“Nesses dois áudios não vejo o nome do Andrés, eu ouço a voz do André. O contexto, embora você esteja relacionando uma coisa (gravação) com outra (planilha), eu não posso fazer isso. É absolutamente esparso. O que posso dizer é que o Andrés nunca autorizou ninguém a pedir ou receber nada da Odebrecht em nome dele. E o André Negão que nunca pediu e nunca recebeu nada”, afirmou o advogado João Gomes. Ele disse que vai submeter os áudios a uma perícia. “Pelo que vi é mais do mesmo, a mesma matéria requentada”, disse.

5 Comentarios

  1. Investiguem mais que sai coisa! Mas o pior, pra mim, nem são esses supostos 3 merréis que ele teria recebido de caixa dois. O pior é a gestão desse grupo R & T no Corinthians. Os desfalques no Clube ultrapassam em muito esses valores da Odebrecht…

    • Eu não fico nem um pouco surpreso. Os corinthianos sabem que tem algo de errado no clube, desde quando esse grupo assumiu o poder no clube.

      • Tem esquema no sócio-torcedor, cujo sócio oculto seria o atual presidente, segundo algumas denúncias (e a gestão Gobbi privilegiou ainda mais a Omni, quando o contrato já estava vencendo). Teve esquema na compra do maldito Penoso (sobrepreço, quando ele já tinha aceitado um valor menor, segundo Rosenberg). Teve alguma coisa, provavelmente, na construção da Arena, e que pode ser bem cabeluda e polpuda. E tem, certamente, esquemas com empresários na compra e venda de jogadores. E os associados e conselheiros não estão nem aí (será que levam algum, também?), porque quem paga a conta somos nós…

  2. E choca um total de zero pessoas.

  3. Será que vai fazer companhia com o Lula ou Temer?

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