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Na revista Época (Por Filipe Coutinho) – A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal para investigar o senador Romário (PSB-RJ) pela suspeita de receber caixa dois de campanha na eleição de 2014. De acordo com a investigação, a suspeita é que a empreiteira Odebrecht supostamente deu R$ 100 mil ao senador.

Registrada no STF como a petição 6.052, a investigação sigilosa ainda é inicial e caberá aos aos procuradores levantar provas se de fato houve pagamentos ao senador. Ele nega. O indício surgiu a partir demensagens de celular trocadas entre Marcelo Odebrecht e seu assecla Benedicto Barbosa da Silva Júnior, logo após a eleição de 2014. Benedicto é um dos principais executivos da Odebrecht e ganhou notoriedade por manter um controle de valores ligados a mais de 200 políticos. Assim como o chefe Marcelo Odebrecht, ele chegou a ser preso pela Lava Jato. As conversas foram apreendidas pela Polícia Federal na fase da Operação Lava Jato que prendeu Marcelo Odebrecht.

A suspeita é que a Odebrecht pagou R$ 100 mil de caixa dois para Romário, após a eleição vitoriosa para o Senado, em 2014. Na petição levada ao Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que a conversa entre os dois empresários é um indício da “prática habitual e sistemática de pagamento de propina”. Apesar de o diálogo citar R$ 100 mil para Romário, oficialmente não houve doações para o candidato, o que levantou à suspeita de caixa dois. A investigação, contudo, ainda está nos primeiros passos para tentar descobrir se efetivamente foi pago o montante tratado nas conversas.

Esse é o primeiro caso até aqui revelado sobre as provas obtidas a partir das mensagens de celular de Marcelo Odebrecht. O potencial é explosivo. Em seu telefone celular, o empreiteiro mantinha uma vasta coleção de anotações sobre a Lava Jato. Foi dali que surgiram as investigações sobre os dissidentes da Polícia Federal e os primeiros sinais de que a empresa sabia do risco das contas na Suíça. As revelações caíram como uma bomba e foram o primeiro passo da derrocada da maior empreiteira do país. A Procuradoria-Geral da República começa agora a investigar os diversos rastros deixados pelas mensagens que ele trocou com colegas da Odebrecht sobre diversos políticos na campanha de 2014.

O caso de Romário foi tipificado como dois crimes a ser investigados: corrupção e lavagem de dinheiro. O pedido de Janot foi encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Teori poderá tomar dois caminhos. Se entender que o caso tem relação com o petrolão, ele deverá abrir um inquérito. Ele pode ainda submeter a decisão ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, caso conclua que não há relação direta com os desvios da Petrobras.

2 Comentarios

  1. O dia que aparecer um político honesto no Brasil vou ficar surpreso!

  2. 100 mil é dinheiro de pinga perto dos milhoes que outros políticos costumam roubar. O que não isenta ele da culpa, pois roubo é roubo. Com certeza Eduardo Paes zombaria de Romário por ter roubado tão “pouco”, como fez com Lula, que pegou pra si só um sítio em Maricá e alguns poucos milhoes, podia ter roubado bem mais. É mole?

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