Não restam dúvidas de que Neymar é o centro das atenções do futebol brasileiro, seja pelos holofotes que recebe dentro e fora de campo.

Às vésperas da última edição da Copa América, realizada no Brasil, o craque se viu cercado de polêmicas envolvendo acusações de estupro feitas pela modelo Najila Trindade, além de sua possível transferência do PSG para o Barcelona, e para piorar ainda mais lesionou-se durante amistoso de preparação e ficou fora da disputa.

De qualquer forma, para a Seleção Brasileira, podemos dizer que a ausência do craque teve saldo positivo. Além de afastar a equipe das polêmicas atraídas pelo seu principal jogador, o técnico Tite pareceu ganhar força e novas opções para a equipe durante a conquista do campeonato.

A principal delas, é claro, foi o atacante Éverton, do Grêmio. O “Cebolinha”, como é chamado pela torcida, fez uma brilhante Copa América e foi fator de desequilíbrio a favor da Seleção na ausência de seu principal craque. Em um momento em que Phillipe Coutinho não vem brilhando havia uma grande expectativa sobre quem seria o grande nome da Seleção durante o torneio. Se inicialmente Tite optou pela escalação do jogador do Ajax, David Neres, logo Éverton pediu passagem e se tornou a principal opção de ataque da equipe. Desequilibrando os jogos com dribles, gols e velocidade, Éverton sai da Copa América na mira de diversas equipes do futebol europeu e arrancou de Tite a condição de titular para os próximos jogos, o que foi garantido pelo próprio treinador em entrevistas posteriores ao afirmar que a Seleção agora é “Neymar, Éverton e mais 9“.

Havia a dúvida se Éverton seria mantido como titular para os próximos jogos já que em tese o jogador ocupa a mesma faixa de campo e posição que o dono da camisa 10 brasileira, Neymar Jr. Essa duvida, Tite fez questão de dissipar logo após a conquista.

E não só Éverton sai fortalecido do torneio conquistado pelo Brasil. Gabriel Jesus, que apesar de vir em baixa após uma Copa do Mundo apagada, frequentando a reserva em seu clube Manchester City e na própria seleção, aproveitou para dar a volta por cima. Decisivo na final e também no jogo contra a seleção Argentina, Jesus volta a ser opção para o técnico Tite que vinha mantendo o jogador na reserva de Firmino anteriormente.

É importante apenas que o treinador consiga manter o foco do jogador e apagar rapidamente os incêndios que surgem, como a polêmica do jogador com o comentarista Walter Casagrande, durante a Copa América, além da expulsão no jogo decisivo e dos gestos contra a arbitragem. É fundamental que Tite consiga manter o jogador na linha, para evitar que aconteça o mesmo que vem acontecendo com Neymar, que acaba se perdendo em fatos extracampo e se concentrando menos no Futebol.

Além de Éverton e Gabriel Jesus, merece destaque a volta por cima, liderança, e o futebol de altíssima qualidade exibido pelo mais experiente jogador da Seleção, Daniel Alves. Eleito o melhor jogador da Copa América o  pela Conmebol. Aos 36 anos, após desligar-se do PSG, e depois de viver a tristeza de ser cortado da Copa do Mundo de 2018 por lesão, Daniel deu a volta por cima e exibiu durante a disputa um futebol de impressionar não só aos torcedores, mas também imprensa e a comissão técnica. Ainda que dificilmente consiga emplacar o novo ciclo completo com a Seleção Brasileira, já que em 2022 na disputa da Copa do Qatar o jogador terá 39 anos, o técnico Tite deve contar com a experiência e liderança do craque no processo de transição da equipe. E se o craque conseguir continuar jogando em alto nível até lá, porque não contar com sua altíssima experiência entre os convocados?

Se antes da disputa da Copa América era difícil imaginar o Brasil como um dos favoritos para suas próximas disputas, após ganhar força e união mesmo com a ausência de Neymar Jr., a equipe já passa a figurar como favorita para a Copa do Mundo de 2022 em sites de apostas como o Betway, onde a Seleção Brasileira já supera até mesmo a atual campeã, a França (cotado a 6,50 contra 7,50 da atual campeã, segundo dados extraídos em 11 de Julho de 2019).

Se existe algo positivo a se afirmar após a conquista da Copa América de 2019 é que sim, existe vida sem Neymar Jr.

1 Comentário

  1. Só existe vida sem Neymala se ele estiver morto. Estando vivo, é ele e mais 10…não que eu goste, por mim, já afirmei e reitero, só convocaria jogadores em atividade no futebol brasileiro, mesmo pra perder. Mas sei que não é viável, comercialmente. Então…

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