Reportagem da revista IstoÉ (Por Taísa Szabatura):

O mundo terá clima para acordar de madrugada, vestir a camisa de seu país e assistir a sua modalidade favorita? A apatia entre os amantes de esporte que aguardam a Olimpíada de Tóquio nunca foi tão grande. A grandiosidade das expressões olímpicas “citius, altius, fortius” – palavras em latim para “mais rápido, mais alto, mais forte” – perderam um pouco o sentido diante de tantas mortes causadas pela pandemia. Isso sem falar no espírito de confraternização: muitos países estão com fronteiras fechadas e não aceitam cidadãos de determinadas nações — é o caso do próprio Japão, país anfitrião, que não permitirá torcedores estrangeiros nas arquibancadas do megaevento que começa em 23 de julho.
Apenas japoneses poderão ocupar as cadeiras dos belíssimos estádios e arenas de competição e, mesmo assim, em número reduzido. Mas parece não há consenso nem entre eles: pesquisa realizada pela agência de notícias Kyodo em abril aponta que “70% queriam que os jogos fossem cancelados ou adiados novamente”. Os protestos são fortes e os cartazes não deixam margem para dúvidas: “Cancele a Olimpíada de Tóquio”, dizem as mensagens em inglês. A intenção é mostrar ao mundo que o evento não tem apoio local. Uma decisão sobre o cancelamento ou um novo adiamento, no entanto, não é uma tarefa simples. O responsável por isso é o Comitê Olímpico Internacional (COI), que faz um esforço de guerra para criar um sistema de bolhas de segurança que possa isolar, dentro do possível, todos os milhares de atletas. O investimento estimado em 26 bilhões de dólares prevê que todos os competidores sejam vacinados e testados regularmente — mas a estratégia não tem como ser 100% garantida, ainda mais em um evento desse porte.

1 Comentário

  1. Pois é. Frustrante mesmo. Graças a Deus que não foi nos Jogos do BR. Imagine aquela roubalheira e gastos desenfreados pra num faturar nada depois…

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